“Mestrado Profissional em Defesa Sanitária Vegetal realizou o meu sonho de estudar na UFV”

A engenheira agrônoma Euires Oliveira de Araujo, estudante do Mestrado Profissional em Defesa Sanitária Vegetal da UFV, revela a sua satisfação com o curso, “principalmente por ser na UFV. Eu tenho um carinho especial por essa universidade, sempre quis estudar nela. Sonho realizado!”. Aliado à realização de estudar na UFV, Euires também revela o aprendizado que vem adquirindo: “As disciplinas foram bem aplicadas e bem aproveitadas. Os professores são bons, demostram excelente conhecimento. Todo o meu aprendizado é aplicado no trabalho que faço”.

Natural de Cristópolis (BA), Euires concilia as atividades do mestrado profissional com o seu trabalho numa empresa privada. Consultora da Plasteca – Projetos, Planejamentos e Assistência Técnica, Euires atua no setor fitossanitário, acompanhando tratamento de sementes (plantio), monitoramento de pragas e doenças. “Durante a safra, eu fico a maior parte do tempo nas fazendas. Na entressafra, acompanho alguns pivôs. Porém, fico a maior parte do tempo no escritório, envolvida com relatórios e receituários agronômicos”.

Antes de trabalhar na Prasteca, Euires passou por outras experiências profissionais. Engenharia agronôma formada pela UNEB (Universidade do Estado da Bahia), ela se inseriu no mercado de trabalho logo que concluiu a graduação, em 2004. Assim, o desejo de cursar um mestrado sempre foi adiado. Até que ela descobriu o mestrado profissional, que confere o mesmo grau e prerrogativas que o mestrado acadêmico e permite que o aluno desenvolva as atividades do curso concomitantemente à sua atividade profissional. Era tudo o que Euires precisava para dar continuidade aos estudos.

Sempre preocupada com a sua capacitação, ela ficou sabendo sobre o Mestrado Profissional em Defesa Sanitária Vegetal, em 2015, quando cursava também na UFV, o curso de especialização em Proteção de Plantas. Até então, Euires nunca tinha ouvido falar em mestrado profissional. “No primeiro encontro do curso de Proteção de Plantas, o professor Marcelo Coutinho Picanço falou do mestrado profissional. Eu fiquei muito animada, pois era um sonho que eu tinha desde a graduação. Porém, nunca deu para parar de trabalhar e me candidatar a uma vaga no mestrado presencial. Quando ele falou sobre o curso, eu achei sinceramente que Deus tinha atendido ao desejo do meu coração e criado o mestrado profissional especialmente para mim”.

Diante da possibilidade de continuar trabalhando e ao mesmo tempo se dedicar ao mestrado numa instituição de renome como a UFV, num curso reconhecido pela CAPES, a engenheira agrônoma logo se inscreveu. Ela ingressou no Mestrado Profissional em agosto de 2016.  Sob a orientação do professor Eliseu José Guedes Pereira e coorientação do professor Marcelo Coutinho Picanço, Euires está desenvolvendo a sua dissertação sobre mosca branca. “O título é Levantamento do ataque de mosca branca em cultivares de soja no Cerrado Brasileiro. Eu escolhi a mosca branca porque tem poucos trabalhos sobre essa praga, e como eu trabalho diretamente no campo com pragas, tenho observado o quão complicado é o controle, pois são poucos os produtos eficazes. Observei também que em algumas variedades o ataque ‘parecia’ mais intenso. Assim, pensamos em fazer um trabalho de observação em campo, para saber se essa impressão realmente procede. Acho que saber se uma variedade é mais suscetível que outra ao ataque dessa praga é muito importante, pois o produtor pode fazer um manejo adequado e assim evitar perdas” – avalia.

Agrônomo conclui Mestrado Profissional e aponta natureza semipresencial do curso como diferencial

O engenheiro agrônomo Yuri Jivago Ramos, da CIDASC (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina), concluiu o Mestrado Profissional em Defesa Sanitária Vegetal da UFV, no mês de março deste ano. Sob a orientação do professor Marcelo Coutinho Picanço, ele defendeu a dissertação “Distribuição espaço-temporal de Anastrepha fraterculus em pomares de maçã”. Gestor regional da CIDASC, na cidade de Lages(SC), Yuri compartilha a sua experiência ao conciliar o lado pessoal, profissional e a logística para se dedicar ao Mestrado Profissional na Universidade Federal de Viçosa.

Natural do frio município de São Joaquim (SC), filho de pai produtor de maçã e criador de gado, a agricultura o acompanha desde a infância. Atualmente residindo na cidade de Lages, Yuri teve que driblar a saudade do filho pequeno, enfrentar muitas horas de voo e viagens de ônibus para chegar ao seu destino: Viçosa (MG), onde concluiu o seu mestrado. Mas o catarinense garante que todo o esforço valeu a pena e que a expectativa alta que tinha ao ingressar no curso em 2015, foi plenamente atendida. “Tenho que agradecer muito à empresa onde eu trabalho, que me liberou o tempo. Para cada encontro presencial eram uns dez dias, sendo cinco dias de encontro na UFV e cerca de dois dias de viagem para ir e dois para voltar. Agora melhorou. Quando comecei o curso, o aeroporto da minha cidade não funcionava. Pegava o avião em Curitiba (PR) ou Florianópolis (SC) para ir até Belo Horizonte(MG) e depois seguir de ônibus para Viçosa. Mas valeu a pena porque eu valorizo muito a questão do ambiente universitário. Você conversa com o pessoal e vê outras linhas de trabalho que estão sendo discutidas. Ferramentas que o pessoal utiliza e que você pode utilizar no teu trabalho. Isso em termos de conteúdo acaba enriquecendo bastante”.

Semipresencial

Yuri ainda destaca o fato de o curso ser semipresencial e proporcionar aos alunos trabalharem um tema dentro do seu campo de atuação profissional: “Acho que tende só a melhorar o ambiente virtual, sem perder a qualidade do ambiente universitário. Se fosse um curso só à distância, tu perderias os detalhes, não conheceria as pessoas. Agora, você fica uma semana na UFV, desenvolve alguns trabalhos e depois retorna. É uma maneira muito proveitosa de otimizar o tempo de quem tem as atividades de trabalho no dia a dia, sem perder a qualidade do material que está sendo produzido. E também tem essa questão do curso ser focado num problema. Assim, você consegue desenvolver uma linha de demanda da instituição onde você trabalha”.

Na sua dissertação, Yuri buscou determinar a distribuição espaço-temporal de A. fraterculos em pomares de maçã. “O meu trabalho foi sobre a distribuição espacial de mosca das frutas na região produtora de maçã. Essa praga é muito importante para essa cultura, pois traz danos reais do ponto de vista econômico e também é uma praga quarentenária. Nós já exportamos mais maçã. Para exportar ainda mais, tem que ter 100% de certeza de que a fruta lá na frente não vai ter larva. Então, a geoestatística, essa ferramenta que a gente está procurando compreender, vai fornecer mais precisão nas tomadas de decisão com relação às questões de controle. Até porque o número de produtos que a gente utiliza está diminuindo. Por questões de resíduo, o número de intervenções tende a ser pressionado a diminuir” – avalia.

Com a dissertação aprovada e o curso finalizado, o engenheiro agrônomo formado pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) destaca a sua evolução acadêmica durante os dois anos de mestrado profissional: “A gente não tem costume de escrever artigos, principalmente, artigos científicos. A gente trabalha mais com boletins técnicos. É algo bem diferente, mas eu evoluí bastante. E os contatos que a gente acaba fazendo no Mestrado Profissional são muito importantes. Hoje em dia é muita informação, você não consegue dominar tudo, mas você tem que saber onde essa informação está para poder buscar”.

Mestrado profissional qualifica para mercado de trabalho cada vez mais concorrido e desafiador

Conciliar as atividades profissionais com os estudos não é tarefa fácil, mas tem suas vantagens. Para o engenheiro agrônomo Leonardo Ikari Kon, que concluiu o Mestrado Profissional em Defesa Sanitária Vegetal da UFV em 2016, “foi desafiador, mas muito prazeroso. O mestrado profissional possibilita a condução de pesquisa com foco direto no trabalho desenvolvido por cada profissional em sua área de atuação. No meu caso, a pesquisa de alternativas para os agricultores solucionar os mais variados problemas fitossanitários”.

Gerente de serviços da Promip, uma grande empresa de controle biológico aplicado, Leonardo destaca a contribuição que o Mestrado Profissional trouxe à sua área de atuação: “A Promip é uma holding que abrange diferentes segmentos, dentre os quais destaco a produção e comercialização de produtos biológicos, pesquisa e inovação no agronegócio e de produtos domissanitários e a prestação de serviços para empresas do setor agrícola. O Mestrado Profissional em Defesa Sanitária Vegetal contribuiu com o compartilhamento de informações e dados dos mais variados segmentos da agricultura, no estudo sobre a legislação vigente, na análise de riscos de pragas, contextualização das barreiras técnicas na produção agrícola e no comércio nacional e internacional e com o estudo de epidemiologia aplicada à Defesa Vegetal”.

Orientado pelo professor da UFV Marcelo Coutinho Picanço, Leonardo desenvolveu uma dissertação sobre o uso de inseticidas no controle de mosca branca. De acordo com o agrônomo, “nas últimas safras, a mosca branca (Bemisia tabaci) tornou-se um dos maiores problemas da agricultura no Brasil. O inseto ataca mais de 500 espécies de plantas, é de difícil controle e exige do agricultor o uso de diferentes técnicas de controle preconizadas no Manejo Integrado de Pragas (MIP). Dentre as principais estratégias recomendadas, o controle químico ainda é o principal método de controle do inseto. Apesar do grande número de produtos registrados, são poucos os realmente eficientes no campo. O objetivo do meu trabalho foi selecionar os inseticidas eficientes no controle de B. tabaci, avaliar a seletividade desses produtos a inimigos naturais e propiciar uma base de dados para os agricultores incentivando o uso escalonado, racional, com rotação do modo de ação e de grupos químicos”.

Qualificação

Agrônomo formado pela Universidade Federal de Lavras (UFLA) em 2005, Leonardo conta que ao concluir a graduação optou pelo mercado de trabalho, mas que à medida que o tempo foi passando, viu a necessidade de investir na sua qualificação. “Ao concluir a graduação, tive a oportunidade de fazer mestrado com direito à bolsa de estudos. No entanto, optei pelo mercado de trabalho por razões financeiras e para adquirir experiência e vivência de campo. Trabalhei por aproximadamente dez anos em diversos setores em diferentes regiões do Brasil. A cada ano, notei que o mercado de trabalho ficava mais restritivo, concorrido e desafiador. A fluência em mais de um idioma e a pós-graduação tornaram-se pré-requisitos para concorrer a determinados cargos. Comecei uma ampla pesquisa por cursos de pós-graduação em diferentes instituições de ensino, e encontrei na UFV a solução que precisava. Primeiro fiz o curso de especialização em Proteção de Plantas e um ano após a defesa da monografia, me inscrevi a uma das poucas vagas no Mestrado Profissional em Defesa Sanitária Vegetal”.

Para o gerente de serviços da Promip, a UFV poderia abrir novas turmas do Mestrado Profissional e oferecer mais opções de matérias optativas. Na sua avaliação, isso viria aperfeiçoar ainda mais o curso que já é de alta qualidade. “Tive aulas com professores altamente qualificados, usufrui de uma excelente infraestrutura tanto para as aulas teóricas, quanto para as práticas. Tive acesso irrestrito aos materiais e equipamentos necessários para a condução de minha pesquisa e redação da dissertação. Isso sem falar que a Universidade Federal de Viçosa é muito bem conceituada em todo o território nacional e internacional”.

UFV oferece oportunidade de capacitação profissional na área de Defesa Sanitária Vegetal

Profissionais formados em Ciências Agrárias e áreas afins, que atuam no mercado de trabalho, têm a oportunidade de cursar na UFV (Universidade Federal de Viçosa), o Mestrado Profissional em Defesa Sanitária Vegetal. Esse curso de pós-graduação é estruturado de forma a permitir que o aluno concilie suas atividades profissionais com os estudos, possibilitando, inclusive, que o aluno aplique no seu local de trabalho o conhecimento adquirido nas aulas presenciais.

O curso tem duração de dois anos e as disciplinas são oferecidas em módulos condensados, durante encontros presenciais realizados no campus da UFV, em Viçosa (MG). Além das aulas presenciais, os alunos recebem ensinamentos em ambiente virtual, ao longo dos semestres. Além de utilizarem toda a infraestrutura da Universidade para as atividades de ensino e pesquisa, os alunos ainda contam com a orientação de professores da UFV. O corpo docente do Mestrado Profissional em Defesa Sanitária Vegetal é composto na sua maior parte por professores dos departamentos de EntomologiaFitopatologiaFitotecnia e Economia da UFV. Reforçando o time de orientadores, conta também com pesquisadores da Embrapa e Epamig.

O curso vem atender à necessidade de profissionais que desejam investir na sua formação, mas que não podem abrir mão do seu trabalho para isso. Esse foi o caso da bióloga Taline das Neves, que ingressou no Mestrado Profissional em 2016. Pesquisadora na empresa multinacional DuPont Pioneer, na cidade de Itumbiara (GO), ela desejava muito ampliar o seu conhecimento na área de Entomologia, mas não era possível conciliar o seu trabalho com um mestrado acadêmico, por exemplo. Por indicação da sua colega de trabalho Naira Fernanda, que fez o Mestrado Profissional na UFV, Taline não hesitou em se inscrever.

Sem abrir mão das suas atividades profissionais, a bióloga já participou de dois encontros presenciais do Mestrado Profissional e garante que o contato com outros profissionais, que têm vivências em outras áreas, tem agregado muito conhecimento para ela, juntamente com o conteúdo trabalhado pelos professores durante as aulas: “No curso eu estou aliando teoria e mais prática, além da que já tenho. Acabei me realizando porque, muitas vezes, eu li materiais que são de professores da UFV e agora, estou tendo a oportunidade de conversar com esses professores. Está sendo muito produtiva esta interação com colegas e professores”.

Na Pioneer, Taline atua na área de pesquisa em Entomologia, visando melhores tratos no controle de lagartas nas culturas de milho e soja Bt. Buscando atender a essa demanda, Taline vai desenvolver a sua dissertação sobre resistência de Spodoptera frugiperda no milho. Para isso, ela contará com a orientação do professor da UFV Eliseu Guedes Pereira, pesquisador de referência em interação inseto planta.

Como o curso é oferecido em regime semipresencial, alunos de todas as partes do Brasil podem participar. Desde que começou a ser oferecido, em 2012, o Mestrado Profissional em Defesa Sanitária Vegetal já teve alunos de todas as regiões do país, que atuam na iniciativa privada ou em órgãos públicos.

Funcionário público estadual, em Florianópolis (SC), o engenheiro agrônomo Adriano Rank atua na área de auditoria ambiental e saneamento. Ele começou a estudar sobre defesa sanitária vegetal, se interessou bastante pelo tema, passou a buscar cursos na área e chegou à UFV.

O engenheiro agrônomo, formado em 1994, não se intimidou em retomar os estudos mais de 20 anos depois de concluir a graduação e iniciou o Mestrado Profissional no ano passado. Ele afirma: “Estou bastante contente porque, como haviam me falado, a estrutura da UFV é realmente muito boa, uma instituição de renome nacional e internacional”. Além da infraestrutura, Adriano também está animado com os orientadores: “A minha dissertação será sobre entrada de pragas quarentenárias no Brasil, e eu vou ser orientado pela professora Elisângela Fidelis, que trabalha na Embrapa Roraima. Depois, eu descobri que ela é referência em pragas quarentenárias”.